Melhore Suas Técnicas Fotográficas Através de Uma Boa Seleção e de Um Uso Correto

A fotografia é, sem dúvida, uma arte, exposta aos olhares atentos, críticos e criativos somados a lentes fantásticas, e cujo resultado é a exibição da realidade sob diferentes ópticas, evidenciando sentimentos, impactos e emoções. Fotografar é, antes de tudo, sinônimo de diversão. Num pensamento mais específico, é o registro da História, das lembranças e da comunicação de nossas idéias e opiniões, consistindo na única atividade capaz de congelar para sempre um determinado instante do tempo, que poderia ser perfeito, ou estar mesmo denunciando uma atrocidade. Isso, talvez, confira-lhe um encanto universal. Já é sabido que “uma imagem vale mais do que mil palavras”, e fotografar não é nada mais do que transmitir mensagens com mais ímpeto e de modo mais direto que as palavras. É, portanto, uma “escrita pela luz”, como o próprio nome sugere. Em fotografia tudo é uma questão de luz ambiente, é mais além, de espírito. Fotografar não é olhar o mundo banalmente, pelo buraco de uma fechadura. É visualizá-lo com os olhos da alma, sem segredos, mas pelo contrário, interagindo e interferindo na cena a ser captada. Até porque é imprescindível uma seleção cuidadosa de temas, uma decisão precisa de recortes, uma escolha valorizada de pontos de vista e um aperto firme no disparador que interromperá o momento exato. Geralmente, tudo isso se dá rapidamente, numa fração de segundos, e aparentemente mecânico. Todavia, para se obter o máximo de admiração nessa caótica comunicação visual, é preciso conhecer plenamente o equipamento bem como algumas regras de composição profissional. Um curso para a formação profissional também se faz interessante, podendo extrair o máximo da máquina e do quadro que se almeja registrar. E, de acordo com isso, os procedimentos a seguir são apresentados de modo que os seus interesses e as suas condições convirjam para um melhoramento de suas fotos na sua totalidade.
- Escolha o tipo de câmera fotográfica que mais esteja conforme com as suas necessidades. Existe no mercado uma infinidade de opções de câmeras, confundindo, assim, o fotógrafo iniciante. Por isso, é necessário encontrar o equipamento que melhor se adeque às suas exigências e aplicações específicas. Os tipos de máquina comumente usados são:
- Compactas de foco fixo. Fáceis de usar e de baixo preço, servem perfeitamente para os instantâneos de família, uma vez que são construídas em plástico, permitindo sua utilização repetidas vezes, embora extremamente escassas de recursos. Algumas possuem regulagem para fotografias com céu nublado, sol fraco e sol forte, e flash embutido. Outras permitem somente uma escolha limitada de posições para focagem manual.
- Compactas automáticas (auto focus). Estas máquinas dão, em geral, melhores resultados do que as máquinas de foco fixo e são também de utilização fácil, embora o seu preço seja mais elevado. As melhores possuem uma célula que funciona por infravermelho que faz a focagem automática.
- Câmeras Single Lens Reflex (SLR). Neste tipo, a objetiva serve também de visor. A focagem é manual, o que as torna mais precisa. Permitem um controle total das funções de foco, abertura e velocidade do obturador, utilizam filmes 35mm, dispõem de uma variedade enorme de acessórios, como filtros, lentes de vários tipos, tubos de extensão, adaptadores para microscópios, telescópios e outros equipamentos, motodrives, etc. São adequadas para fotógrafos mais experientes e profissionais.
- Máquinas instantâneas (Polaroid). Estas possuem um processo de revelação e impressão em cores ou em preto-e-branco. O filme é de preço elevado e não é possível obter cópias.
- Câmeras digitais. Dentre as mais usadas têm-se a de visor direto e a com visor de cristal líquido (LCD), consistindo na tendência atual das novas câmeras. Normalmente, vêm com uma grande variedade de funções, dentre as quais: exposição automática, uso e controle de flash, além de flash de preenchimento, zoom ótico e digital, e redução de olhos vermelhos.
- Regule as aberturas e as velocidades do obturador. Uma máquina com regulagens variadas possui uma série de aberturas representadas por números que vão de 1:12 a 1:32. Quanto maior for o número, menor é a abertura. Tal como a íris do olho humano se abre mais no escuro e se estreita com luz intensa, o diafragma deve ser adaptado para a quantidade de luz que vai entrar na câmera. Essa quantidade é representada pela letra f, seguida do número que representa a abertura, influenciando em, praticamente, dois aspectos: profundidade de campo e luminosidade. Por exemplo, quão menor for o “f”, mais capacidade de bater fotos noturnas terá a câmera, em virtude da maior abertura oferecida. Referente à diferença na profundidade de campo, diminuindo-se o “f”, menos focalizado fica o fundo, oferecendo, desse modo, um recurso interessante quando se quer colocar o objeto em destaque. O obturador, por sua vez, representa o tempo que a câmera permite a entrada de luz, e sua velocidade é marcada em frações de segundo. Velocidades extremas de 1/1000 (ou seja, um milésimo de segundo) são ideais para capturar cenas em movimento. Com velocidades mais lentas (1/30) é possível fotografar ambientes escuros como shows ou paisagens noturnas, que possuem pouca iluminaçãoa exibiç cujo resultado os olhares atentos e criativos.
- Use adequadamente o flash. Muitas máquinas fotográficas, incluindo algumas de baixo preço, possuem flash eletrônico incorporado. Algumas operam automaticamente o flash quando a luz é escassa; outras possuem uma luz de aviso que indica a necessidade de utilização do flash. Mas certamente uma das coisas mais complicadas na fotografia é aprender a usar o flash de forma correta. Eis algumas dicas: nunca o use muito em cima, pois pode deixar a foto toda clara, ou muito longe, deixando-a escura. Lembre-se de que o flash tem um alcance limitado, de normalmente três a cinco metros, às vezes um pouco mais, obtendo resultados insatisfatórios para distâncias fora desses padrões. Faça dele um acessório necessário também em fotos contra a luz, comportando-se como flash de preenchimento. Quando a foto de uma pessoa, por exemplo, é tirada com uma fonte de luz ao fundo, como o sol, este ficará brilhante e somente a silhueta da pessoa aparecerá. Neste caso, o flash suprirá a falta de luz, deixando ambos visíveis.
- Evite imagens tremidas, muito claras ou muito escuras, e contraste excessivo. Para eliminar a falta de nitidez da imagem provocada pelo tremor acidental da máquina, utilize uma velocidade de obturador de 1/60 de segundo ou mais; aperte o botão cuidadosa e rapidamente; fotografe com a câmera sobre tripé ou algum apoio estável; e, nos casos mais extremos, ative também o timer da máquina para que o obturador dispare automaticamente, dispensando o toque do fotógrafo. Quanto à exposição, se você estiver em dúvida, uma boa dica é tirar três fotografias em três exposições diferentes. Já com relação ao contraste, sob sol forte, as partes da fotografia mais iluminadas podem resultar em manchas, e as partes à sombra, aparecer quase pretas. Sendo assim, utilize o flash sempre que a luz do ambiente não for suficiente, ou estabeleça um balanço entre o objeto e o ambiente, colocando, por exemplo, a pessoa sob a sombra discreta de uma grande árvore.
- Utilize estratégias adequadas a cada tipo de objeto ou de tema que você deseja fotografar. Variando conforme o centro da sua atenção (e da sua fotografia), mostre-se paciente, rápido em reagir, criativo e habilidoso.
- No caso de animais de estimação, tente distrair a atenção do animal, fazendo-o olhar para a câmera uma fração de segundo antes de tirar a fotografia; fotografe-o em ambiente familiar, num lugar ou numa atividade de sua preferência, de modo a ganhar a sua colaboração e a prever os seus movimentos; solicite a ajude de um membro da família ou de um amigo; tire várias fotografias, de diferentes ângulos e posições e escolha a melhor.
- No tocante às paisagens, eis alguns conselhos para a obtenção de bons resultados: Evite fotografar cenas distantes, que componham um plano de fundo monótono e vazio; Utilize cercas, muros baixos, arbustos ou outros elementos naturais do cenário para criar uma sensação de profundidade; escolha um objeto visualmente interessante como foco do interesse, como construções rústicas, artesanatos, uma árvore sem folhas; componha a imagem com o objeto principal posicionado num dos lados, desse modo descentralizado; suba numa pedra, ajoelhe-se, promova um desnível entre você e o objeto, em busca de um ângulo mais interessante; evite fotografar perto do meio-dia, preferindo de manhã cedo ou ao fim da tarde, pois a aurora e o crepúsculo propiciam efeitos de luz particularmente interessantes.
- Para a fotografia de pessoas, um “retrato surpresa”, quando alguém está absorto em determinada atividade e totalmente alheio à máquina fotográfica, apresenta uma espontaneidade que não se obtém de outro modo. Para um resultado natural, algumas sugestões: deixe a pessoa à vontade e procure por ambientes que lhe sejam familiares; evite os retratos de corpo inteiro, uma vez que quase todas as pessoas se sentem e parecem desconfortáveis quando estão em pé, deixando-as encostadas em algo; tire as fotografias de corpo inteiro com a máquina no nível da cintura da pessoa a ser fotografada; quando você quiser tirar um retrato formal com a pessoa sentada, e ela adotar uma expressão incômoda e artificial, peça-lhe para não olhar para a câmera e aperte o obturador no momento em que a pessoa retornar a olhar para você; fotografe a uma distância de 2 a 3 metros; sente-se agachado sobre uma perna para fotografar pessoas que se encontrem em um nível mais baixo; trabalhe somente com luz natural ou somente com luz artificial, nunca misturando diferentes tipos de luz ou usando luz fluorescente, visto que é muito intensa.
A fotografia constitui um mundo das mais diversas, exóticas, exuberantes, emotivas, exageradas e críticas visões. Ela permite captar momentos únicos e inusitados, mas simultaneamente, marca estes momentos no inconsciente do fotógrafo. Apresenta regras para a obtenção de bons resultados, mas nada como um toque criativo, um olhar para além do comum, de um fotógrafo aliado a sua “lente dos olhos”, para que uma cena se mostre na sua mais perfeita forma de promover a comunicação e a interpretação desejada. É por tudo isso, que não obstante a experiência ou o profissionalismo, para uma boa foto é necessário, sobretudo, o olhar: preciso, ágil e firme.

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