

A distrofia muscular de duchenne é uma doença determinada geneticamente. Ela afeta apenas meninos, pois o defeito genético localiza-se no cromossomo X: o sexo masculino tem um cromossomo X e um Y. Se ele tiver o defeito no cromossomo X, ele apresenta a doença; já as mulheres têm dois cromossomos X. Mesmo que um cromossomo tenha a mutação, a doença não se manifesta, pois a existência de um cromossomo X normal “anula” o outro gene que levaria à manifestação da doença. A mulher nessa condição é assintomática e portadora do gene defeituoso, e pode transmitir a doença para seu filho menino. Em 2/3 dos casos da doença a mutação é adquirida da mãe e em 1/3 a mutação é nova, ou seja, acontece no próprio menino afetado. O defeito está no gene que produz a distrofina, proteína essencial para a integridade dos nossos músculos. Com a deficiência da distrofina, os músculos são comprometidos, e occore fraqueza muscular progressiva.
Você pode reconhecer a distrofia muscular de Duchenne em uma criança através dos seguintes sintomas:
- Atraso em relação a outras crianças nas etapas motoras iniciais, como o andar.
- Aproximadamente aos 5 anos de idade, a fraqueza muscular se manifesta inicialmente no quadril e pernas.
- Dificuldades como quedas frequentes, dificuldade de subir escadas, correr, andar como de ganso.
- Grande aumento no tamanho das panturrilhas, dando uma falsa impressão de força nas pernas, mas vem associada à fraqueza (pseudo-hipertrofia).
- Sinal de Gowers. É o mais característico da doença. Para levantar-se do chão quando está sentada, a criança vai, com dificuldade, apoiando-se nela mesma - nas pernas, nos joelhos, na coxa e quadril - para conseguir ficar em pé.
- Alterações na coluna como hiperlordose e escoliose.
Como a doença é progressiva, aos 9-12 anos de idade, a criança já não consegue andar pelo comprometimento da musculatura no geral, e o óbito geralmente ocorre aos 18-20 anos por insuficiencia respiratória, pela falencia dos musculos que auxiliam na respiração e pelas deformidades na coluna que prejudicam essa função.
Os tratamentos com remédios para doenças como essa têm pesquisas em andamento. Para melhorar a qualidade de vida e promover a independencia desses pacientes, a fisioterapia é eficiente, dentro dos limites da patologia. Estes profissionais estão habilitados a orientar os familiares dos pacientes com essa distrofia.

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